Por Alister Bull e Laura MacInnis
WASHINGTON, 13 Fev (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu nesta segunda-feira gastos agressivos para incentivar o crescimento e a adoção de impostos mais altos para os ricos, apresentando uma proposta de orçamento duramente criticada pelos republicanos por não reduzir o déficit.
A proposta de Obama ao Congresso para o orçamento de 2013 prevê mais de 800 bilhões de dólares para a criação de empregos e investimento em infraestrutura, e defende um imposto de no mínimo 30 por cento para os milionários, num "regulamento" que recebeu o nome do investidor Warren Buffett.
Em uma de suas melhores oportunidades antes da eleição de 6 de novembro para convencer os eleitores norte-americanos de que merece um segundo mandato, o democrata Obama reservou bilhões de dólares para estradas, ferrovias e escolas, e ao mesmo tempo ampliou as brechas nos impostos para estimular a contratação.
"Construímos este orçamento em torno da ideia de que nosso país sempre se saiu melhor quando todos recebem seu justo quinhão", afirmou Obama. "Ele rejeita o pensamento econômico de 'você está por conta própria' que levou à distância cada vez maior entre os americanos mais ricos e os mais pobres."
Os republicanos querem pintar Obama como um liberal gastador e atacam a sua política de empregos. Obama, que classifica seus rivais como integrantes do partido para os ricos, propõe medidas para lançar mais de 300 bilhões de dólares na economia neste ano, enquanto tenta se reeleger.
No entanto, o déficit deve permanecer alto neste ano e no ano que vem antes de começar a cair, e essa disponibilidade acrescentará mais de 7 trilhões de dólares à dívida nacional ao longo da próxima década.
O Congresso está livre para ignorar o plano e os republicanos, que controlam a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, deixaram claro que ele será derrubado, pois o partido prepara uma batalha eleitoral no que diz respeito a impostos, gastos e o tamanho do governo.
"O orçamento de Obama é um insulto ao contribuinte americano", disse o pré-candidato republicano Mitt Romney, favorito a enfrentar Obama em novembro.



Ainda não existem comentários